terça-feira, 26 de outubro de 2010

CURIOSO: Dentista trata de hipopótamo sem anestesia

O hipopótamo Orion foi treinado para manter a boca aberta
Fechamento da cárie durou cerca de 10 minutos

Um hipopótamo de quase três toneladas foi submetido a um tratamento dentário sem uso de anestesia na última quarta-feira no zoológico Santa Fé, em Medellín, na Colômbia.
Segundo o jornal El Colombiano, o dentista Iván Bano acredita que um procedimento como esse nunca tenha sido realizado em um hipopótamo que não estivesse sedado.
O hipopótamo chamado Orion danificou um dos dentes incisivos do maxilar inferior em outubro do ano passado, ao morder uma coluna de metal. A lesão não era grave, mas apresentava riscos de inflamação e infecção a longo prazo, podendo até vir a causar a morte do animal.
O tratamento era necessário, mas hipopótamos sofrem o risco de morrer asfixiados quando tomam anestesia.
A solução encontrada pela equipe de veterinários do zoológico foi treinar Orion para manter a boca aberta por períodos prolongados, permitindo que alguém tocasse em seus dentes.
O procedimento foi concluído em algumas etapas, de cerca de 10 minutos de duração cada.
O treinamento de Orion foi feito por seu tratador, Jorge Aguirre, que passou três meses ensinando o hipopótamo.
Aguirre também foi o responsável pela operação no dente, cumprindo as ordens de Iván Bano. A lesão foi fechada com uma pasta de hidróxido de cálcio, segundo a mídia colombiana.
Os especialistas acreditam que isso só foi possível porque Orion, de 9 anos, nasceu em cativeiro. O animal é filho de um hipopótamo fêmea que vivia no rancho do traficante Pablo Escobar - que mantinha um zoológico particular em casa.
Em seu habitat natural, o hipopótamo é considerado um dos animais mais perigosos do mundo.

Dia Nacional do Dentista: “O Dentista garante mais do que um belo sorriso”

Comemora-se o Dia do Dentista em 25 de outubro porque nesta data, em 1884,
foi assinado o decreto 9.311 que criou os primeiro cursos de graduação de odontologia do Brasil,
no Rio de Janeiro e na Bahia.
Uma portaria do Conselho Federal de Odontologia tornou a data oficial para a comemoração do Dia do Dentista Brasileiro.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

USP usa célula-tronco para estudar genética de lábio leporino


A partir da análise de células-tronco extraídas da polpa do dente de leite de crianças com lábio leporino, pesquisadores do Laboratório de Genética do Desenvolvimento Humano do Instituto de Biociências (IB) da USP identificaram que 90 genes ligados à anomalia apresentam um funcionamento diferente quando comparados com o genoma de crianças sem o problema. Entre esses genes, dez parecem ter uma maior participação para a ocorrência da anomalia. Um dos grandes diferenciais do trabalho é a abordagem usada: os cientistas analisaram o funcionamento dos genes a partir das células-tronco.

O lábio leporino (labiopalatal) é uma anomalia craniofacial caracterizada por fissuras (aberturas) no lábio e/ou palato (céu da boca) que variam de leves a graves. As fissuras são ocasionadas pelo não fechamento destas estruturas durante um processo de cicatrização que ocorre entre a 6ª e a 12ª semana de gestação. A pesquisa desenvolvida no IB identificou um processo molecular no funcionamento dos genes que está envolvido neste processo de cicatrização das estruturas do embrião. O próximo passo da pesquisa é descobrir porque isso ocorre.

“Nossa ideia era entender o funcionamento dos genes e, para isso, era necessário analisar o funcionamento do genoma a partir das células-tronco e não simplesmente o DNA”, aponta a professora e coordenadora do Laboratório deste projeto, Maria Rita dos Santos e Passos-Bueno. “O uso de células-tronco para pesquisar aspectos genéticos da anomalia é uma abordagem inovadora”, completa.

No Brasil, a incidência de lábio leporino é de 1 caso para cada 1.000 nascimentos em populações caucasianas, podendo chegar em algumas regiões a 1 para 600. Nas Filipinas, esse número é de 1 para 250. Já entre a população negra, a ocorrência é de 1 para 2.000. De acordo com uma das pesquisadoras envolvidas no projeto, a Cirurgiã-Dentista Daniela Franco Bueno, é importante entender quais mecanismos estão envolvidos com a ocorrência de lábio leporino, pois a anomalia causa vários problemas tanto para a criança como para a família.

“A incidência é muito alta, e o tratamento tem um custo elevado, pois envolve uma equipe multidisciplinar: Cirurgião-Dentista, Fonoaudiólogo, Médicos, Psicólogos”, relata. A pesquisadora lembra, ainda, que o tratamento leva vários anos e que devem ser feitas diversas cirurgias para corrigir definitivamente a fissura.

Dente de leite

A pesquisa foi realizada com seis pacientes com fissura de lábio e/ou palato com idades entre cinco e oito anos, do Departamento de Cirurgia Plástica da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e do Hospital Sobrapar, de Campinas. “Optamos por extrair a célula-tronco da polpa do dente de leite, pois é um procedimento não invasivo, tanto para o grupo com a anomalia como para o grupo controle”, conta Daniela. “Podíamos extrair a célula-tronco da medula óssea, mas é um procedimento bastante invasivo, ao contrário do dente de leite que cai naturalmente”, completa.

Após o isolamento das células-tronco, os pesquisadores analisaram 33 mil genes de ambos os grupos. Foi constatado que 90 genes do grupo de fissurados apresentavam um funcionamento diferente quando comparado aos genomas dos pacientes do grupo controle. Esses 90 genes estão associados ao processo de cicatrização das estruturas faciais.

Os cientistas perceberam que, entre esses 90 genes, dez deles eram mais interessantes para este processo de cicatrização. E resolveram repetir os testes com outros dez novos pacientes com fissuras labiopalatais. E o resultado foi confirmado: esses dez pacientes também apresentavam falhas no funcionamento dos dez genes selecionados.

Fonte: Agência USP

Conheça os mitos e verdades do chiclete em relação a sua saúde bucal



A ideia de que chiclete é mania de criança está mais do que superada. Os adultos são tão fãs da goma de mascar quanto os pequenos. Fato é que a indústria alimentícia tem se dedicado a criar produtos cada vez mais cheios de requisitos que se encaixem nas demandas da gente grande, como chiclete sem açúcar e chiclete que promete clarear os dentes, mas sem deixar de lado as versões coloridas, recheadas e de formatos mais variados para a garotada. O chiclete sempre foi considerado o vilão da boca por provocar cáries e visto como guloseima que atrapalha a dieta. Mas será que ele não traz nenhum benefício para o regime e para a saúde bucal? A nutricionista do MinhaVida, Roberta Stella, e o dentista Sidnei Leonard Goldmann ajudam a esclarecer os mitos e verdades relacionados ao hábito.

Todo tipo de chiclete provoca cárie
Mito. O açúcar presente no chiclete é o grande causador da cárie. Por isso, as versões diet e light podem ficar de fora dessa lista. Porém, alguns corantes e conservantes da composição das gomas podem ser feitos à base de amido e carboidrato, que vão se transformar em açúcar e também são nocivos aos dentes. "Opte por versões sem açúcar e incolores, que são as mais seguras", diz Goldmann. Outro ponto é que alguns chicletes, dependendo da sua composição, podem deixar o pH da boca muito ácido e provocar cáries.


O chiclete pode ser benéfico para a higiene bucalVerdade. A mecânica de mascar e o atrito da goma com os dentes  provocam uma limpeza superficial dos dentes. Quanto mais espessa ela for, melhor será o resultado. "Mas o chiclete não substitui a escova e o fio dental e nem tem o poder de remover a placa bacteriana ou prevenir a formação dela", explica o dentista.

O chiclete alivia o mau hálito
Verdade. Com a limpeza superficial que a goma proporciona, o hálito é favorecido já que há a renovação das células da boca. Mas é uma ação momentânea. E não serve para todo mundo. Quem sofre com problemas bucais, como periodontite, cáries ou uma restauração danificada, pode ficar com o mau cheiro acentuado com o uso do chiclete. Aliás, esse é o indício de que há um problema bucal.


Chiclete ajuda a clarear os dentes
Mito. Mesmo as versões que prometem esse benefício contêm concentrações muito baixas de peróxido (substância clareadora) para proporcionar algum clareamento. Além disso, ela não pode ser usada em altas concentrações na goma por ser um produto tóxico. "O peróxido pode queimar a gengiva. Por isso, só um dentista deve manipular a substância, evitando os riscos", explica Goldmann.


A goma de mascar é indicada para certos tratamentos bucais
Verdade. Em alguns casos, o chiclete é recomendado com ação de fisioterapia. Quando há inflamação dos músculos ou abertura limitada da boca (trismo muscular), o uso da goma é benéfico para minimizar o inchaço, fortalecer a musculatura bucal e recuperar os movimentos da mandíbula.


Fonte: Site UOL - Ciência e Saúde

Boa alimentação na gravidez ajuda na formação dos dentinhos do bebê







Durante a gravidez, ingerir uma dieta balanceada é necessário para fornecer as quantidades corretas de nutrientes para alimentar você e seu filho. Aquilo que você come durante os nove meses de gravidez afeta o desenvolvimento do bebê que vai nascer, inclusive seus dentinhos.
Os dentes do bebê começam a se desenvolver entre o terceiro e o sexto mês de gravidez, portanto é importante que você receba quantidades suficientes de nutrientes, especialmente cálcio, proteínas, fósforo e vitaminas A, C e D. É mito que o cálcio é retirado dos dentes da mãe durante a gravidez. O cálcio que seu bebê necessita é fornecido pela sua dieta, não pelos seus dentes.
Se o cálcio da dieta for inadequado, entretanto, seu corpo retirará esse mineral de estoques nos seus ossos. Uma ingestão adequada de derivados do leite – a principal fonte de cálcio – ou de suplementos que o seu obstetra pode recomendar ajudará a garantir que você obtenha o cálcio necessário durante a gravidez.
Durante a gravidez, muitas mulheres têm desejo de comer entre as refeições. Embora seja um desejo normal, a ingestão frequente de petiscos contendo carboidratos pode ser um convite para a cárie dentária. Faça refeições nutritivas, bem balanceadas, contendo alimentos dos cinco grupos principais e tente resistir ao desejo de petiscar constantemente. Quando precisar de um lanche, escolha alimentos que sejam nutritivos para você e seu bebê, como, por exemplo, frutas e vegetais crus e derivados do leite.
Para ajudar a evitar a cárie dentária e a doença periodontal, escove os dentes caprichosamente duas vezes ao dia com creme dental com flúor para remover a placa. Certifique-se de limpar entre os dentes diariamente com fio dental ou limpadores interdentais. Se perceber qualquer alteração na boca durante a gravidez, consulte seu dentista.

Cuide da higiene bucal das crianças



É comum que mamães de primeira viagem fiquem na dúvida ao cuidar de seus bebês, principalmente na hora de escovar os dentes. Muitas não sabem que o leite materno, além de ser uma ferramenta de proteção contra as doenças do organismo, previne as cáries precoces. Mas é importante cuidar da higiene bucal dos pequenos diariamente. Confira as dicas a seguir:

    * Bebês ainda sem dentes - limpe a gengiva e a língua com fralda ou gaze úmida após as mamadas.
    * Quando os primeiros dentinhos nascem - deve-se iniciar a escovação, de forma suave, com uma escova bem macia, sem creme dental, ou com creme dental específico para os bebês (sem flúor e substâncias alergênicas). É importante que o bebê se acostume com os movimentos da escovação.
    * A partir de 3 ou 4 anos - quando a criança aprende a cuspir os cremes dentais que contêm flúor devem ser introduzidos na higiene bucal.

Os pais podem transmitir bactérias prejudiciais ao bebê. Para que isso não ocorra, não devem compartilhar copos, talheres, escovas de dentes ou ter contato próximo à boca do filho. Essas atitudes evitam a transmissão precoce de bactérias que podem causar cáries ou de patógenos periodontais, diminuindo o risco do desenvolvimento dessas doenças no futuro.

O flúor é um agente comprovadamente eficaz no controle coletivo da doença cárie. Essa substância química está presente na água encanada, a qual utilizamos para enxaguar os dentes após a escovação, e na água potável, de filtros ou engarrafadas. Entretanto, a principal arma de que dispomos no controle das doenças bucais é a escovação.


Câncer Bucal: Chances de cura são de 60% se doença for descoberta no início



As chances de cura do câncer bucal, se diagnosticado precocemente, são de 60% em média, e em situações em que a doença é descoberta em estado já adiantado, de 30%. A estimativa, apresentada pelo médico oncologista clínico Eduardo Astil Rizzetto, responsável técnico do Centro Regional de Oncologia da Santa Casa de Sorocaba, derruba o estigma de que câncer significa sentença de morte.

De acordo com o médico, 95% dos tumores malignos encontrados na cavidade oral são do tipo Carcinoma Espino Celular (CEC), que a exemplo de outras neoplasias apresenta o risco de tornar a se manifestar na mesma área, ou em outras parte dos corpo, causando então a chamada metástase. Entretanto, conforme afirma o médico, atualmente os pacientes são amparados por uma medicina moderna, que associada a outros fatores como redução dos fatores de risco, e o diagnóstico precoce, podem sim se curar.


Eduardo Rizzetto explica que a sobrevida do paciente que descobre a doença logo no seu início é de cinco anos. Mas o que significa ter sobrevida? O oncologista clínico especifica que tempo de sobrevida é o período em que o tumor pode ou não voltar, e que daí então o paciente é mesmo classificado como curado.


Numa incidência quatro vezes mais freqüentes nos homens devido sua associação com o tabagismo e o alcoolismo, o câncer de boca também se manifesta, proporcionalmente, vinte vezes mais entre os que bebem e ou fumam. Ou seja, quem leva uma vida mais saudável, corre risco vinte vezes menos em desenvolver a doença. Outro dado apresentado pelo médico é que 90% dos pacientes desse tipo de câncer, independente do sexo, bebem e fumam.


Porém, embora não se comente muito a respeito, mascar tabaco também aumenta as chances de se contrair câncer de boca. E até mesmo uma nova mania, aparentemente inofensiva, oferece um grande risco: o narguilé (uma espécie de cachimbo de água utilizado para fumar). Isso porque a fumaça tem dez vezes mais substâncias tóxicas e cancerígenas que o próprio cigarro.


Como tratar


Embora normalmente o dentista seja o profissional que primeiro sinaliza a possibilidade da existência da doença, o câncer de boca pode se manifestar de várias formas, como por meio de caroço no pescoço, rouquidão persistente, dificuldades em engolir e úlceras na cavidade oral que demoram a cicatrizar.


Todo tratamento de câncer requer apoio de uma equipe multidisciplinar, e o específico de boca envolve o oncologista clínico, o radioterapeuta, cirurgião de cabeça e pescoço, e ainda o acompanhamento de dentista, psicólogo, nutricionista e até fonoaudiólogo.


Mas apesar dessa aparente complexidade sugerida pelo tamanho da equipe médica, Eduardo Rizzetto destaca que não são todos os tratamentos que exigem cirurgia, radioterapia e quimioterapia ao mesmo tempo. Segundo ele, em algumas situações o paciente é submetido apenas a um dos procedimentos.


Porém, para que o tratamento obtenha o sucesso esperado, o oncologista clínico reforça que em primeiro lugar as pessoas devem procurar ajuda médica tão logo perceba alguma modificação no seu corpo. E isso, segundo ele, vale para todos os tipos de neoplasias.


Eduardo Rizzetto destaca também que é preciso acabar com o estigma que cerca a doença, que há algumas décadas não tinha sequer o nome citado pelas pessoas, e afirma que “câncer não é mais uma sentença de morte”. Para ele, “o estigma é o pior inimigo do paciente, que muitas vezes por medo não quer nem saber o diagnóstico e perde a chance de sobreviver”. O oncologista também disse que a resistência em procurar o médico ocorre em todas as faixas etárias, porém, em menor número nas classes mais elevadas, que por conhecimento e informação sabem que quanto mais cedo buscar ajuda, maior será a chance de se curar. Também fazem parte do tratamento a força de vontade do paciente em superar a doença e o apoio da família.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul